sexta-feira, 24 de maio de 2013

Algumas das Falsas Reivindicações da Igreja Romana para os seus Papas


por
Raniere Menezes

Não resta dúvida que João Paulo II foi um excelente estadista para o mundo e um estratégico papa para a Igreja Católica Romana, mas o mundo cristão – protestante – nunca poderá deixar de lembrar que a doutrina da sucessão do apóstolo Pedro é apenas mais um dos erros que a Igreja de Roma acrescentou ao cristianismo.
Como protestantes precisamos discernir que ao desmascararmos as falsas reivindicações da igreja romana
não estamos simplesmente diminuindo ou desprezando a pessoa de João Paulo II, mas apenas mostrando que as Escrituras não dão razão para crermos na doutrina do primado de Pedro.
A palavra “papa” e a palavra “papado” – nome que se dá ao cabeça da Igreja Romana e ao sistema de governo católico – não se encontram na Bíblia. Um papa que é reconhecido como chefe supremo da igreja também não se encontra na Bíblia. A palavra “papa” (que vem do latim) significa “pai”. Mas Jesus proibiu seus discípulos que chamassem qualquer homem de “pai” no sentido espiritual: “ A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus.” (Mt 23.9).
O mesmo acontece com a palavra “pontífice”, que literalmente significa “construtor de pontes” (“ pons ”, ponte e “ facio ”, fazer). Tal título não vem da Bíblia, mas da Roma pagã, onde o imperador – que era considerado o sumo sacerdote da religião pagã -, declarava-se a “ponte” entre esta vida e a vida futura. O título foi tirado do paganismo e aplicado ao cabeça da Igreja Católica Romana.
Assim como o sumo sacerdote do Antigo Testamento era o mediador entre Deus e os homens, o papa também reivindica ser mediador entre Deus e os homens, com poder sobre as almas no purgatório. Mas Cristo é o único mediador entre Deus e os homens: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. (1Tm 2.5). Cristo é a única Cabeça verdadeira da Igreja. Só Cristo tem os atributos perfeitos necessários para ocupar esse alto posto, pois: “ nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade... Ele é o cabeça de todo principado e potestade.” (Cl 2.9,10). E ainda em Colossenses 1.18 diz: “ Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia”. É arrogância e pecado o papa ou qualquer outro homem reivindicar ser o cabeça da igreja e mediador entre Deus e os homens.
Você sabia que a coroação de um novo papa envolve um ritual que declara que ele está recebendo toda autoridade suprema como juiz do céu e da terra? Pois é, quando a coroa tripla (uma tiara ou diadema com três coroas) é colocada sobre a cabeça do novo papa na sua “coroação”, o ritual ordena que o cardeal oficiante faça a seguinte declaração:
“Saiba que és o Pai dos Príncipes e Reis, o Governador do Mundo, o Substituto de nosso salvador Jesus Cristo”.
O ensinamento romano oficial diz que: “o papa assume o lugar de Jesus Cristo sobre a terra... por direito divino o papa tem poder supremo e total na fé e na moral sobre cada e todo pastor e seu rebanho. Ele é o verdadeiro substituto de Cristo, o cabeça de toda a igreja, o pai e o mestre de todos os cristãos. Ele é o governador infalível, o instituidor dos dogmas, o autor e o juiz dos concílios; o soberano universal da verdade, o árbitro do mundo, o supremo juiz do céu e da terra, o juiz de todos, sendo julgado apenas por um, o próprio Deus na terra”.
A coroa tripla que o papa usa simboliza a sua autoridade no céu, na terra e no inferno – como rei do céu, da terra e do inferno. - O papa “pode” libertar as almas e admitir ao céu; exerce poder político sobre a terra, e “tem” o “poder das chaves”, “podendo” soltar todas as almas que desejar.
O Papa Leão XIII, em sua encíclica, “A Reunião do Cristianismo”, 1885, - ainda válida, não revogada, - declarou que o papa assume “sobre a terra o lugar de Deus Todo-Poderoso”.
Assim a Igreja Romana considera o papa como o vigário de Cristo sobre a terra, o governador do mundo. Não é por acaso que até os cardeais e personalidades importantes prostram-se diante do papa beijando-lhes os pés.
Os papas foram tão longes usurpando o lugar de Deus que até insistem em serem chamados pelos nomes de Deus, como por exemplo, “Santo Pai” e “Sua Santidade”. Tais títulos aplicados a um mero homem são blasfemos e anticristãos. Aos olhos de Deus o poder papal é loucura e não ficará impune da culpa de tamanha glorificação humana. Quem pode crer que Cristo edificou Sua Igreja sobre um homem?
A Bíblia ensina claramente que o substituto de Cristo na terra é o Espírito Santo. “ O Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”. (João 14.26).
Contra as reivindicações de Roma, os reformadores colocaram a Palavra de Deus. Contra o “assim diz a igreja” de Roma, eles colocaram o “assim diz o Senhor”.

Texto baseado e adaptado do original Catolicismo Romano, de Boettner, por Raniere Menezes.
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